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PUBLIC ENEMI

Written By Johnny campanile on sábado, 18 de outubro de 2014 | 16:18

FESTA ROCAWEAR

Written By Johnny campanile on quarta-feira, 15 de outubro de 2014 | 16:27

FESTA !

FESTA ROCAWEAR !!! MATILHA !

Arte!,!!

Written By Johnny campanile on domingo, 14 de setembro de 2014 | 14:12

Humildade e coragem !

Bom dia

Caravana do Parem de Falar Mal da Rotina desembarca em Campinas

Written By Johnny campanile on sexta-feira, 22 de novembro de 2013 | 05:23

"É com muito prazer que a caravana do Parem de Falar Mal da Rotina desembarca em Campinas para fazer uma mini temporada nos dois últimos finais de semana de novembro no shopping Iguatemi a partir do dia 22/11 no teatro Brasil Kirin; mas não sem antes bater cabeça no palco do Sesc Madureira onde uma única apresentação está sendo esperada para o dia 21/11. Elisa Lucinda, no palco, fotografa suas plateias e é com essa cara da foto que as pessoas saem da peça, que está há onze anos em cartaz, com uma força poderosa para escrever a própria vida com mais alegria, mais poesia e mais tesão. Quem já foi sabe: nenhum espetáculo é igual ao outro, nenhuma sessão é igual a outra. O Parem de Falar Mal da Rotina se recria, se renova, multiplica suas plateias entre gente de todas as idades, tribos e profissões. Por isso quem já viu volta pra ver e ainda traz mais gente. A avó, o amante, o caso, o filho, a mãe, o pai, o sobrinho, a sogra, todo mundo se vê no espelho desta comédia reflexiva que ilumina sua vida."

***Costa Gold e Dj Cia com muito PESO pra vocês!!!***

Written By Johnny campanile on quinta-feira, 21 de novembro de 2013 | 07:04

***Costa Gold e Dj Cia com muito PESO pra vocês!!!***

Agora a festa de RAP é quinzenal no Zé Presidente!!!

Nesta quarta feira, DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA, vamos comemorar com MUITO SOM de QUALIDADE!!!

Caipirinha por $4,99 até às 2h

Nome na lista até 1h:
5$ mulher
15$ homem

Sem nome na lista:
15$ mulher
20$ homem

QUEM CONFIRMAR PRESENÇA NO EVENTO, AUTOMATICAMENTE ESTARÁ COM NOME NA LISTA!!!


Serviço:
Rua Cardeal Arcoverde, 1545, Pinheiros.
Produção: Lívia Mello - 9-82491883 (TIM)

ALESSANDRO BUZO Programação do SP CULTURA #SPTV

Programação do SP CULTURA #SPTV 
Final de 2013 e começo de 2014

23/11/13 - PROMOVE - Circo Escola na Vila Penteado (Z/N)
30/11/13 - Sarau Portas Abertas no Bairro dos Pimentas em Guarulhos.
07/12/13 - Snyper - "Projeto Pequeno Mestre" - Capão Redondo
14/12/13 - 6º Aniversário da Comunidade Samba do Maria Zélia no Belenzinho
21/12/13 - PANELAFRO
28/12/13 - Projeto Lance Certo de Basquete na Cidade Tiradentes.

2013 / 2014

04/01/14 - Unidos da Vila Carioca (futebol social)
11/01/14 - Evento de Hip Hop no Guarujá-SP

Enézimo entitulado "Enézimo Pau-de-dá-em-Doido".

Written By Johnny campanile on quarta-feira, 20 de novembro de 2013 | 09:52

Novo EP do rapper Enézimo entitulado "Enézimo Pau-de-dá-em-Doido".
Participações: DJ Nato_PK, DJ Marco, DJ Duh, Iuri Stocco e Xandão Cruz.
Download Gratuito: bit.ly/enezimoep
2013 - Pau-de-dá-em-Doido Entretenimento.
https://soundcloud.com/enezimo/sets/enezimoep?utm_source=soundcloud&utm_campaign=share&utm_medium=facebook

Manos e minas apresenta: Slim Rimografia!!!!

Written By Johnny campanile on domingo, 18 de agosto de 2013 | 16:41

SEGUNDA FEIRA DIA 19/08 : SLIM RIMOGRAFIA no MANOS E MINAS
PARA PARTICIPAR DA PLATEIA É SÓ RESPONDER E-MAIL COM NOME COMPLETO E RG
Entrada Franca
LOCAL: Fundação Padre Anchieta
Endereço: R. Cenno Sbrighi n.378
Agua Branca
Horario: 15h (Chegar 30 minutos antes para retirada de ingressos)
 
Para ficar por dentro de gravações, atrações e novidades do manos e minas é só curtir:

JAZZ GRATIS NO IBIRAPUERA

Neste ano, as festas de abertura e de encerramento serão realizadas no parque Ibirapuera (zona sul de São Paulo)
, com entrada gratuita. Neste domingo, a programação inclui: Leroy Jones Feat. Topsy Chapman (às 16h), Wanda Rouzan (17h30) e Trombone Shorty & Orleans Avenue (19h).
O restante dos shows será no Bourbon Street Music Club, de terça até sábado (dia 24).
O line-up geral também reúne nomes como The Soul Rebels, Honey Island Swamp Band, Leo Nocentelli e o Bourbon Street Jazz Quartet.
Ao longo da programação, destacam-se os encontros do trompetista Leroy James com a cantora de soul, gospel e rhythm & blues Topsy Chapman, que ocorrem no domingo e na terça.
Durante os shows da semana, a casa servirá menu exclusivo, baseado na culinária creole, tradicional da Louisiana.
Veja a programação completa
18/08 - Abertura - parque Ibirapuera - GRÁTIS
Leroy Jones Feat. Topsy Chapman - 16h00
Wanda Rouzan - 17h30
Trombone Shorty & Orleans Avenue - 19h00
20/08
Leroy Jones feat.Topsy Chapman - 21h00
Trombone Shorty & Orleans Avenue - 22h30
DJ Crizz - nos intervalos
21/08
Wanda rouzan - 21h00
The Soul Rebels - 22h30
DJ Crizz - nos intervalos
22/08
Wanda Rouzan - 22h00
Honey Island Swamp Band - 23h30
DJ Crizz - nos intervalos
23/08
Bourbon Street Jazz Quartet - 21h30
Leo Nocentelli - The Meters Experience- 22h30
The Soul Rebels - 00h30
DJ Crizz - nos intervalos
24/08
Bourbon Street Jazz Quartet - 21h30
Honey Island Swamp Band - 22h30
The Soul Rebels - 00h00
25/08 - Encerramento - parque Ibirapuera - GRÁTIS
Honey Island Swamp Band - 16h00
Leo Nocentelli - The Meters Experience - 17h30
The Soul Rebels - 19h00

Rappin' Hood, Del The Funky Homosapien, Elo Da Corrente + Rodrigo Brandão COM PARTICIPAÇÃO DA DUPLA LUM & GATO CONGELADO

Written By Johnny campanile on sábado, 17 de agosto de 2013 | 17:40

Em sua quarta edição, o festival itinerante apresenta uma programação variada, que representa a cultura hip hop
em sua forma mais original e autêntica. Clássico do rap nacional, Rappin' Hood encerra a noite. Antes, vem a atração internacional Del The Funky Homosapien. Além deles, o rap alternativo marca presença no encontro entre o trio Elo Da Corrente e Rodrigo Brandão, MC da Zulu Nation. Abrindo a festa, cada cidade será representada no palco por um artista local.

É HOJE, VAI SEGURANDO !!!

É hoje !!!!

MV BILL EM ENTREVISTA AO G1

Written By Johnny campanile on domingo, 11 de agosto de 2013 | 14:40

Ele concorda quando Papa afirma que 'sem justiça social não haverá paz'.
'Continuo relevante porque não tem muita gente fazendo o que eu faço', diz.

Letícia MendesDo G1, em São Paulo

MV Bill divulga seu novo trabalho, 'Monstrão' (Foto: Divulgação/Bob Wolfenson)
"Monstrão", novo EP de MV Bill, está disponibilizado desde o dia 29 de julho em seu canal no YouTube. (Clique aqui para ouvir) Para a capa do sexto trabalho de sua carreira, com produção independente, o rapper foi retratado pelo famoso fotógrafo Bob Wolfenson. O álbum também conta as participações de Kmila CDD, irmã de MV Bill, e de Maira Freitas, filha do sambista Martinho da Vila.

MV Bill divulga seu novo trabalho, 'Monstrão' (Foto: Divulgação/Bob Wolfenson)Em entrevista ao G1, por telefone, o rapper, que também é escritor, ator e ativista, conta que queria dar "uma cara feminina ao disco" Ele conta que desde o sucesso da primeira parte de "Estilo vagabundo", seus shows ficaram mais "floridos". No entanto, a "denúncia social" se faz presente em músicas como "O soldado que fica", sobre a ação das Unidades de Polícia Pacificadora no Rio. "O Papa Francisco disse que sem justiça social não haverá paz e é o que eu penso também".
MV Bill divulga seu novo trabalho, 'Monstrão'
(Foto: Divulgação/Bob Wolfenson)
MV Bill afirma que usou máscara para participar de um protesto sem ser reconhecido e critica quem fez músicas querendo "entrar na onda". "Eu vi alguns artistas tentando compor rapidamente com essa temática e a maioria das que eu ouvi ficou desastrosa", diz. Autor de "Falcão: Meninos do tráfico", o rapper ainda conta que prepara um novo livro com o parceiro Celso Athayde, fundador da Cufa (Central Única das Favelas), e que está recebendo muitos convites para trabalhos no cinema e na TV, como a série "Se eu fosse você", que será exibida pela Fox. Abaixo, leia a entrevista na íntegra:
G1 – "Monstrão", música que abre e dá nome ao disco, parece falar de sua trajetória. O que é ser "monstrão"? Ser "monstrão" foi o que fez você chegar onde está hoje?
MV Bill –
 Essa expressão é muito utilizada quando os jovens adeptos do hip-hop se referem à minha pessoa. Eu procurei saber o que significa "monstrão" e descobri que, na maioria das vezes, é usado para identificar algo grandioso, contestador, que persiste, algo que as pessoas gostam, admiram. Eu sou um cara que nunca tirei férias, nunca parei na minha carreira, nunca tive um hiato entre um disco e outro. Dos meus contemporâneos, eu sou um dos poucos que continua na ativa. Eu falei para uma geração e, hoje, estou falando para os filhos dela. Conseguir sobreviver e estar na ativa até os dias de hoje, para mim, é um ato de muita monstruosidade.
G1 – Como foram as participações da Kmila CDD e da Maira Freitas e o samplear "Alegria, alegria", do Caetano, na música "Eu vou"?
MV Bill –
 O rap é criado a partir de misturas rítmicas e acho que só sobrevive vanguardista até os dias de hoje porque está sempre se reciclando. É muito mais por identificação com a cultura brasileira do que pela busca da aceitação. "Eu vou" também faz uma "brincadeira" com a ditadura que existe em parte do hip hop de que não se pode ir à TV, à mídia, que não se pode falar com um portal como o de vocês, por exemplo, e a gente nunca acreditou nisso. Se recebemos um convite relevante, a gente vai, no caso eu vou. A Kmila e a Maira dão uma cara feminina ao disco. Como sou eu que escrevo todas as letras, vejo nelas uma forma de passar mensagens dos sentimentos femininos. Eu consegui ficar um pouco mais sensível nessas questões por causa da minha vivência. Durante muito tempo, fui criado com quatro mulheres, minhas irmãs e minha mãe, então eram quatro TPMs mensais.
Já estava esperando que viessem novas músicas de rap que não fossem tão focadas na denúncia social. Por isso, meu trabalho continua relevante porque não tem muita gente fazendo o que eu faço"
MV Bill, rapper
G1 – O que você acha do rap mais romântico, como o do Pollo, que se lançou com "Vagalumes"?
MV Bill –
 Desde o ano passado eu venho pensando nisso. Ainda existe muita diferença social, ou não teriam essas manifestações e passeatas rolando no Brasil, mas a realidade deu uma transformada. Aqui mesmo na Cidade de Deus, onde eu moro e onde contextualizei meus primeiros discos, que são focados na violência, eu via falta de perspectiva de vida, de esperança, de amor. Hoje, ainda existe muita gente sem perspectiva, só que existe gente com formação acadêmica, que cresceu na vida, ganhou dinheiro e já se mudou, ou gente que deu um "upgrade" e continua aqui. Isso acaba refletindo na hora de escrever. Eu já estava esperando que viessem novas músicas de rap que não fossem tão focadas na denúncia social. Por isso, meu trabalho continua relevante porque não tem muita gente fazendo o que eu faço.
G1 – A terceira parte de "Estilo vagabundo" está nesse novo disco. Você acha que essa letra ainda pode virar um filme ou alguém além da música?
MV Bill –
 Vou ser sincero, eu nunca pensei nisso. O que você está falando agora está levantando uma bola que eu não tinha nem pensado. Quando eu fiz a primeira parte, em 2006, não sabia que ia tocar num assunto que fosse ter tanta identificação. Fiz me baseando em casais que vão aos bailes na Cidade de Deus, e já fui protagonista desse tipo de discussão. Surgiu a vontade de dar continuidade. Nas três versões, a mulher sempre sai vencedora das discussões, o que fez as apresentações ficarem mais floridas. Tinha mais homem nos shows e, hoje, vai muita mulher. A Kmila saiu da condição de backing vocal, que é o espaço que as mulheres têm no hip-hop, e passou a ser protagonista. Sem medo de ter mulher no comando.
MV Bill em salão de ideias da Feira do Livro de Ribeirão Preto (Foto: Adriano Oliveira/G1)MV Bill em salão de ideias da Feira do Livro de
Ribeirão Preto (Foto: Adriano Oliveira/G1)
G1 – "O soldado que fica" é emblemática, por falar da presença das UPPs [Unidade de Polícia Pacificadora] nas favelas do Rio. Como você acha que isso afetou o cotidiano das pessoas e a realidade dos rappers? A pacificação altera o discurso?
MV Bill –
 Inicialmente, o processo é positivo. No lugar de uma polícia que só entra nas favelas para tentar resolver algum problema pontual, criando um clima de hostilidade ainda maior entre moradores e policiais, você tem uma polícia permanente, o que tende a criar uma esperança e uma tranquilidade que não tinha. Logo de cara, temos uma sensação de segurança, com menos armas nas ruas, menor número de tiroteio, apreensão de drogas diminui. Para o processo de ocupação chegar à pacificação é um caminho um pouco mais longo. O Papa Francisco deixou uma mensagem importante. Ele disse que sem justiça social não haverá paz. E é o que eu penso. Sobre "O soldado que fica", na hora da ocupação, na maioria das vezes, os chefes das quadrilhas saem das favelas e designam alguém para ficar. Esses perdem a vida. O lance da música é ter o processo de pacificação como pano de fundo de uma história maior, que envolve uma família destruída.
G1 – Você pensou em escrever um livro sobre esse assunto?
MV Bill –
 Não necessariamente sobre esse assunto, mas o Celso [Athayde, criador da Central Única de Favelas] e eu estamos editando um novo livro, em que vamos contar um pouco das nossas histórias. Eu falo da Cidade de Deus e, das minhas transformações, e o Celso fala da Favela da Coreia, em Senador Camará. Acredito que sai em 2014.
MV Bill deve participar de blockbuster (Foto: Divulgação / Myspace)MV Bill (Foto: Divulgação/Myspace)
G1 – Para você, como  comunidades são retratadas em filmes, na TV?
MV Bill –
 Eu parei de ficar nesse policiamento, esperando que a favela vai ser bem retratada em tramas de dramaturgia, seja TV ou cinema. Quando não é bem feito, não me surpreende. Eu não espero que a ficção retrate com fidelidade. Hoje, o YouTube e as redes sociais em quesito de realidade, não de técnica ou enquadramento e fotografia, representam muito mais do que o que está na TV ou no cinema.
G1 – O rap norte-americano é conhecido pela ostentação e nós temos o "funk ostentação", que está em alta. O que você acha desse movimento, focado em São Paulo, e o que tem a ver com o hip-hop?
MV Bill –
 Tem muito a ver com o hip hop gringo. Às vezes, eu vejo uns vídeos de funk ostentação e, se tirar o áudio, parece um clipe de rap internacional. Isso é curioso porque nem todos os clipes de rap brasileiro tem muita similaridade com o rap americano. Essa realidade de SP está ganhando o Brasil e acredito que muitos jovens estão vivendo isso.
G1 – Com a morte do MC Daleste, falou-se que ele tinha inimigos por conta de seu discurso. Como rapper que também fala o que pensa, como você vê essa situação? A segurança nas casas de shows deve ser repensada?
MV Bill –
 Desde 2007, estou atento a isso de tocar em lugares que tenham uma estrutura mínima, que tenham segurança não só para quem está no palco, mas para os frequentadores. O que aconteceu com o MC Daleste foi uma parada muito fatal, independente da motivação. Eu nem conhecia ele, as músicas dele, mas ser morto no palco foi uma cena muito chocante. Mas, se tiver alguém na maldade, ela vai fazer em lugar que tem ou não tem segurança, mas se puder prevenir é melhor.
Tentam comparar
esse momento com os caras-pintadas do impeachment do Collor. Eu discordo.
Vi artistas tentando compor com essa temática e a maioria das que ouvi ficou desastrosa. Para mim, esse tipo de assunto tem que ser escrito de forma visceral"
MV Bill, rapper
G1 – Faz mais de 10 anos que você lançou músicas como "Só deus pode me julgar" e "Declaração de guerra". Para você, as letras continuam atuais?
MV Bill –
 Em uma das manifestações, eu fui à rua para ver como estava. Coloquei uma máscara para não ser reconhecido pelas pessoas. Queria me sentir como um cidadão comum, não me filmei nem tirei foto. Essas músicas de dez anos atrás, compus imaginando como seria o Brasil. Tentam comparar esse momento com os caras-pintadas do impeachment do Collor. Eu discordo. Acho que são momentos distintos. Eu vi alguns artistas tentando compor rapidamente com essa temática e a maioria das que eu ouvi ficou desastrosa. Para mim, esse tipo de assunto tem que ser escrito de forma visceral. Se eu fizer uma música nova, vai ser por conta do que eu estou sentindo, não por conta do mercado, em querer entrar na onda. Eu dou parabéns ao Brasil em estar acordando, mas desejo vida longa para quem nunca dormiu.
G1 – Você acha que seu trabalho na TV, como ator e apresentador, atrai um público novo para a sua música?
MV Bill –
 Sim, além disso abre um leque de opções um pouco maior do que o hip hop me ofereceria. Senti a necessidade de transcender os muros do hip hop. Hoje, eu tenho recebido muitos convites para participar de dramaturgia, atuar e fazer pontas em filmes, como fiz em "Odeio o dia dos namorados", com a Heloísa Perissé. Aliás, ela é uma menina muito maneira. E acabei de filmar agora "Se eu fosse você", que a história do filme está sendo adaptada para uma série de TV e vai passar no canal Fox. Eu faço o papel de um artista plástico falido que vive às custas da mulher. Além de estar me divertindo muito fazendo essas paradas de ator, estou gostando também desse novo momento, em que diretores e roteiristas, ao me convidarem, estão desprendidos de estereótipos. Estão me chamando para fazer qualquer tipo de papel. Acho que são sinais de mudança. Eu também gostaria muito de fazer roteiro. Deve ser como brincar de Deus.
G1 – Começou a nova temporada do seu programa no Canal Brasil. Você acha que os assuntos discutidos em "O bagulho é doido" não têm espaço na TV aberta?
MV Bill –
 Acho que a TV aberta merece e precisa desse tipo de discussão. Agora a questão do espaço é outra história. Os episódios foram gravados há três meses, antes das manifestações. Então, tem programa que a gente fala de exclusão social, de educação, corrupção, enfim, as demandas da manifestação já estão no DNA do programa. Vários assuntos são pertinentes, mas nem sempre a gente consegue ver discussões abertas e francas na TV brasileira.

Os Intelectuais Periféricos Pedem Passagem

Written By Johnny campanile on quarta-feira, 7 de agosto de 2013 | 04:41

Mano Brown - FBMano Brown é um intelectual.
Repetindo: o líder dosRacionais MC’s é um intelectual! Quem afirma isso é o sociólogo Rogério de Souza Silva, que defendeu na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) a tese de doutorado “A Periferia Pede Passagem: Trajetória social e Intelectual de Mano Brown”.
O trabalho acadêmico partiu de uma hipótese que, à primeira vista, soa bastante aceitável: o hip-hop, e particularmente o rap, tem o poder de salvar vidas de jovens nas comunidades pobres brasileiras. Mas o que realmente impacta na tese é o reconhecimento do autor de que os artistas populares representam os novos organizadores da cultura, fazendo emergir a figura do “intelectual periférico”.
Por que e como Mano Brown se transforma em um intelectual é a questão que se propôs a investigar o pesquisador da Unicamp. Ele explica que foi a partir da figura do líder dos Racionais MC’s, como expoente do rap brasileiro, que muitos jovens passaram a reconhecer suas origens, histórias e identidades. Outras lideranças históricas, como Malcom X, Martin Luther King, Zumbi dos Palmares e Nelson Mandela, também inspiraram muitos seguidores do hip-hop. “Esses jovens, na sua maioria negros e pobres, alcançam uma consciência para reivindicar o reconhecimento dos seus direitos”, escreveu.
Cidade Tiradentes, anos 1980 - Foto Kazuo Nakano
Cidade Tiradentes, anos 1980 – Foto Kazuo Nakano
Na sua investigação, Souza Silva procurou traçar a trajetória do rap brasileiro, cujo ponto de partida se relaciona com um contexto social muito específico. Nos anos 1980, as grandes cidades passam a sentir os reflexos de anos de migrações em massa que transformaram camponeses em operários. Cidades despreparadas para receber esse aumento populacional tratam de empurrar o trabalhador braçal para as periferias sem a menor infraestrutura. Tem-se ao mesmo tempo o fim da ditadura e o sonho de que a redemocratização traga soluções para esses problemas. Mas não traz. No fim dessa década e início da seguinte, a violência explode e o pobre vira o vilão dessa história. O rap vira a tradução dessa luta pelo reconhecimento e um apelo à não discriminação.
“Mano Brown se torna uma referência, não só pela parte artística, mas pela liderança, que passa por sua fala, pela postura, pelo olhar e até pela vestimenta”, explica Souza Silva. Referenciando Pierre Bourdieu, que teoriza sobre os campos sociais, o pesquisador afirma que o vocalista dos Racionais domina muito bem os códigos do hip-hop, enquanto outros rappers não conseguem o mesmo feito.
GOG (Genival Oliveira Gonçalves) tem uma fala muito boa, também politizada, enquanto o Mano Brown prefere o linguajar mais simples e direto. Já o Gabriel o Pensador, que tem um talento fantástico, é um grande produtor cultural, mas não circula com naturalidade no campo social do hip hop”, diz.
No ápice da violência nos anos 1990, as periferias passaram a interessar à mídia (pelo viés negativo) e a sociólogos e antropólogos (pelo lado acadêmico), ao mesmo tempo em que organizações não-governamentais passavam a ocupar o papel do Estado (na falta dele).
Do lado musical, Mano Brown foi a figura que mais se destacou, assim como na literatura marginal sobressaíram nomes como Paulo Lins (Rio) e Ferréz (São Paulo). Não por acaso Souza Silva fez sua dissertação de mestrado sobre esse tema, publicando, em 2011, o livro Cultura e Violência, Autores, Contribuições e Polêmicas da Literatura Marginal (Editora Annablume).
Filho de pai porteiro e mãe diarista, o sociólogo cresceu numa Cohab (conjunto habitacional popular) de Itapevi, na Grande São Paulo, ouvindo sons de sua casa e de vizinhos tocando rap, sertanejo, forró e brega, num “emaranhado musical brasileiro bastante eclético”.
Foi, então, cursar ciências sociais na Unesp de Araraquara, imaginando que poderia virar professor de história, geografia, filosofia, sociologia e antropologia. Lá teve contato com a chamada “Escola Paulista de Sociologia”, cujos nomes mais representativos são Florestan FernandesFernando Henrique CardosoOctavio Ianni. Foi o suficiente para motivá-lo a seguir a vida acadêmica.
Na pesquisa de doutorado, Souza Silva recorreu aos estudos culturais de autores como Stuart Hall, Raymond Willians e E.P. Thompson, procurando fazer uma análise da cultura das relações de poder interrelacionada às estratégias de mudança social. Em sentido largo, esses estudos enfatizavam a necessidade de ouvir a “voz do outro”, venha de onde vier, inclusive das periferias.
Antonio Gramsci, filósofo e cientista político italiano (1937-2007)
Antonio Gramsci, filósofo e cientista político italiano (1891-1937)
Outra referência utilizada pelo pesquisador foi a do filósofo e cientista político Antonio Gramsci, que falava que o poder das classes dominantes sobre o proletariado poderia ser mantido sobretudo pelo conceito de hegemonia cultural. Para fazer frente a esse tipo de controle, o marxista Gramsci defendia a importância que tinham os “intelectuais orgânicos” que surgem esponteanemente de cada grupo social.
Por que as periferias não haveriam de forjar seus próprios intelectuais?, questiona Souza Silva. Mano Brown seria o maior expoente, mas outros nomes como Rapin’ Hood, Thaíde, Marcelinho (Max BO) e até mesmoEmicida também podem ser incluídos nessa lista.
A ascensão de intelectuais periféricos se dá paralelamente à chamada crise dos intelectuais tradicionais, exatamente nos anos 1990 e 2000. Sobretudo os de vertente progressista, sucumbidos pela lógica neoliberal que reinou no período. E é nesse sentido que os estudos culturais acabam por afirmar que os valores estéticos baseados apenas na produção de livros e outras obras artísticas não podem servir de único referencial do nosso tempo.
A influência do intelectual sobre a opinião pública está minimizada e não podemos deixar de reconhecer o enfraquecimento progressivo do seu papel de oráculo que, cada vez mais, encontra dificuldade em fazer-se ouvir“, escreveu na tese. No fundo, afirma Souza Silva, não se pode imaginar que alguns poucos eleitos sejam capazes de definir para o resto da sociedade os signos “corretos”. Se essa visão prevalecesse, apenas as pessoas que dominam os códigos há mais tempo teriam controle do que vem a ser “boa” ou “má” cultura. E possivelmente Mano Brown seria só mais um mano.

Data: 30 jul 2013


CLIQUE E LEIA A TESE DE DOUTORADO

O MONSTRO ADORMECE !!!!! FALECE GEORGE DUKE

Written By Johnny campanile on terça-feira, 6 de agosto de 2013 | 12:30

O tecladista norte-americano de jazz George Duke, morreu aos 67 anos na noite de segunda (5), em Los Angeles, Estados Unidos, vítima de uma leucemia, de acordo com um de seus representantes.
Ganhador de seis prêmios Grammy como produtor e com mais de 40 anos de carreira e influências de jazz acústico, funk, R&B e soul, o músico lançou mais de 30 álbuns solo.
Participou de gravações de Frank Zappa e tocou na Don Ellis Orchestra, na banda do saxofonista Cannonball Adderley e no disco “Off the Wall", de Michal Jackson. Duke também produziu discos de Miles Davis, Smokey Robinson, Gladys Knight, Dionne Warwick e Natalie Cole.
Em 1979 gravou o disco “A Brazilian Love Affair", que contou com participação de Milton Nascimento nas faixas “Cravo e Canela" e “Ao que Vai Nascer", escritas pelo brasileiro.
O tecladista começou a frequentar aulas de piano aos quatro anos, após ver as performances de Duke Ellington. “Eu não me lembro bem, mas minha mãe disse que eu estava louco", escreveu George Duke em seu site. “Eu corria de um lado para o outro gritando ‘Me dê um piano, me dê um piano!’."
O filho do músico, Rashid, agradeceu aos fãs do pai em uma declaração dada hoje. “O amor e apoio imensos que nós recebemos dos amigos e fãs de meu pai e de toda a comunidade da música têm sido arrebatadores", disse ele.
Corine, mulher do músico, morreu de câncer há um ano.
fonte :F.de SP 

ArtRua 2013!

Written By Johnny campanile on terça-feira, 30 de julho de 2013 | 13:22

Traga seu projeto artístico para o ArtRua 2013!

Estamos recebendo projetos artísticos para somar ao evento: bandas, intervencionistas, circenses... o que for. Quem se interessar em colaborar, por favor, enviar link do Youtube para o e-mail: curadoria@artrua2013.com.br até dia 19/08.

DANCE NO RIO OU SP



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